terça-feira, 16 de outubro de 2012

Álcool e suas consequências.

Tive um final de dia triste e tenho de "falar" tudo o que me deixa triste.
Desde muito jovem que não tenho tido episódios de uma família feliz.
Eu acho que em crianças (até certo ponto), não temos grande noção do que nos magoa ou não, mas quando começamos a perceber realmente o que é mau e bom, aí tudo se começa a encaixar.
E hoje percebo muitas coisas que se passaram e aí penso " ah então foi por isso que aquilo aconteceu" ...
Como já disse em posts anteriores há situações na minha vida que por mais que queira controlar, não consigo.Porque por mais que queira, estão completamente fora do me alcance.
Lidar diariamente com uma pessoa alcoólica não é fácil.
E quando essa pessoa é o nosso pai, então tudo piora...
Porque sonhamos sempre com o conceito de familia feliz e isso? Está LONGE, muito longe de acontecer.
Eu costumo dizer que há 3 tipos de bebâdos,sejamos directos.
Tipo 1- aqueles que não fazem qualquer tipo de mal, que se riem e que são carinhosos,
Tipo 2- que não se nota qualquer vestígio de álcool e são completamente pacíficos
Tipo 3-aqueles que são agressivos, física e psicologicamentee não têm controlo das suas acções.
Eu lido com o tipo 3.
Esta situação faz com que nunca saibamos como o vamos encontrar, como ele vai chegar, o que vai fazer , o que vai dizer, o que vai acontecer a seguir...
E isso faz com que eu esteja numa pressão constante, não me sinto "segura" em nenhum local, principalmente numa saída para uma festa ...É horrível.
É como se estivessemos completamente magoados , a sangrar de uma ferida que não sara.
Entre todos os problemas que isso causa desde sempre, o problema principal, é os laços familiares que se perdem.
Quando falo em perder laços familiares é mesmo esse o sentido , porque esta pessoa, afasta toda a gente com as suas acções e comportamentos, trata mal sem olhar a quem... E é claro que ninguém está disposto a aturar isto, e decidem "fugir".
Eu acho que é como se dissessem "que se desenrasque quem lida com ele diriamente,eles que se arranjem e  que o aturem".
Eu tenho, mas é como se não tivesse nenhum irmão, tios, primos... Porque todos se foram afastando.

Podem achar fria a minha maneira de pensar e se calhar dizem que essas pessoas fizeram bem em afastar-se, mas eu não consigo aceitar isso!
Não me entra na cabeça, como é que alguém pode ser tão egoísta ao ponto de abandonar que mais precisa de força.
Eu cresci a ver repetidamente gente da minha família a "evaporar-se".
Porque afastam-se dele sim ,mas há gente à volta dessa pessoa, e quem fica a perder é exactamente quem não tem culpa neste caso eu fico a perder, fica a minha mãe também, porque nós as duas, suportamos este peso sozinhas.
Foi este um dos motivos que me levou a cair...Principalmente porque tenho de proteger a minha mãe e não consigo!Ver alguém que amamos com todas as nossas forças a sofrer custa, eu sofro sim , mas dói muito mais querer ajuda-la e não conseguir.
Porque não é fácil viver com medo, não é fácil olhar para uma pessoa que já nos fez tão mal.
é horrível :(


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Melhor assim.

Quando nos sentimos tristes e deprimidos temos a sensação que ninguém nos entende, que ninguém nos percebe o suficiente para nos ajudar a ficar bem.
Como já disse anteriormente, as pessoas não têm paciência para dramas e normalmente preferem não fazer parte do "filme".
Mas é inevitável , quando vamos ao fundo procuramos sempre alguém para falar...Embora depois haja arrependimento, do tipo "se eu sabia não tinha contado".
E é mesmo assim , há pessoas que não merecem a nossa preocupação, principalmente depois de termos estado sempre lá para os dramas e problemas da vida deles, mas quando são os nossos, levamos um grande pontapé e quem quiser que sofra sozinho.
Na minha vida já perdi muitas pessoas, por várias circustâncias, ou porque deixei de frequentar a escola, ou porque mudei de cidade, ou porque a distância assim o fez.
Não me arrependo , em parte de ter sido amiga de ninguém, pois sei que dei sempre o meu melhor para com toda a gente, servi muitas vezes de "saco de boxe" mas eu sentia-me feliz ao fazer "uma boa acção", mas eu gostava de quando fosse eu a precisar também me  ajudassem.
Eu sinto imenso a falta das pessoas quando elas saem da minha vida, tento pôr esses afastamentos para segundo plano mas não consigo e quando me vêm à memória , fico completamente em lágrimas ...
É difícil, e isso contribuiu também muito para a minha depressão...
Mas temos de nos convencer, que não é por sermos bons, que os outros também são e vão estar sempre lá para nós.

(DESCULPEM-ME A AUSÊNCIA, MAS TENHO TIDO DIAS DIFÍCEIS)