segunda-feira, 5 de março de 2012

Detalhes de vida.

“Só queria ser como tu”, foi o que eu disse, durante uma conversa importante…
- “ Eu já fui assim, também. Precisas de ser um pouquinho egoísta, mesmo que "os outros" digam que é um sentimento feio...”
Desenvolvendo…
Esses " outros" , são os que tanto importam para a nossa vida. Deixamos de fazer determinadas coisas, só porque “os outros” não vão gostar, ou porque “os outros” não querem, vivemos em função da opinião dos outros.Foi exactamente por EU ser um pouco assim que me sugeriram a pensar em mim primeiro e ser egoísta. Ao início achei pura estupidez, ok, não faz parte da minha pessoa, não! Nem pensar, mas caramba, pensando (e repensando) duas vezes, isso não significa que faça com que me deixe de preocupar com quem gosto e quem gosta de mim. Bingo!, Quem gosta de mim, ou seja, quem gosta mesmo,só quer que eu seja EU, não vai querer saber das contrariedades da minha vida (omg e são tantas) a não ser para me apoiar,óbvio…Jamais me deixariam sozinha nos piores momentos.Esse é  o problema, as pessoas hoje em dia não têm paciência para quem tem problemas, dizem apenas "vai-te tratar" e não precisam de dizer directamente,atitudes também são legíveis. Às vezes gostamos e preocupamo-nos tanto com uma pessoa que não está "nem aí" para nós e mudamos a nossa maneira de ser, a nossa vida, fazemos coisas impensáveis só para agradar a essa pessoa e depois? Depois, NADA! Mas só percebemos quando já é tarde! Desprezam-nos, e quando? Principalmente quando mais precisamos delas…Sem explicarem o porquê. Ao longo deste tempo tem sido muito difícil para mim lidar com alguns acontecimentos exactamente por isso, por me preocupar demasiado com os outros, e deixar-me a mim para depois. Provavelmente por achar que não mereço tal preocupação…E que a culpa é sempre minha. Mesmo que não me faça notar eu estou lá,mas nunca em 1º plano.Eu que sempre achei o cliché “primeiro eu, depois eu e sempre eu” tão errado, agora começo a achar que tem o seu “quê” de perfeito. Até porque só eu sei o quanto tem sido difícil. Quem vê “do outro lado” não imagina o quão difícil é ser inseguro, digamos assim, não sabe que estudamos e planeamos muito bem tudinho antes de tomarmos uma decisão, (se realmente a chegarmos a tomar), mesmo que seja uma coisa do mais simples que há… E pior! Criamos barreiras e armaduras, criamos a nossa própria protecção que nos impede de chegar mais longe, mas não temos a noção disso.NUNCA.Ás vezes não temos a mínima cabeça para conversas.A nossa auto-estima está no nível 0. Por sermos “pisados”  por uns, acabam por pagar outros. Analisando francamente tudo, só temos consciência disso quando realmente a pouco e pouco começamos a pensar só em nós, a querer mudar…E não, não se consegue mudar de uma hora para a outra. Este sentimento é de demorada (e dolorosa) cura. Por mais que “os outros” digam o contrário…Tentar não custa e segui o conselho, depois de tanto tempo a ser demasiado “atenciosa”..
Eis que essa palavra que dizem ser tão feia começa a entrar no meu vocabulário,não é ser egoísta,é pensar mais em mim... Penso um bocadinho mais em mim e aos poucos, isto está a recompor-se...OBRIGADA às pessoas que nunca me deixaram sozinha, são poucas é verdade, porque pouca gente tem paciência para pessoas emocionalmente instáveis. Sim, pessoas que não confiam em si, que têm baixa auto-estima, que estão de certo modo “em baixo”,são emocionalmente instáveis. Sejamos directos.Mas no meio disto tudo é óptimo perceber que não somos os únicos assim, apesar de muitas vezes pensarmos com todas as forças que sim.E por isso escrevi isto, pelos que se reconhecem nestas palavras. Obrigada aos que me deixaram sozinha quando precisei mesmo, a sério...Aos que saíram da minha vida sem explicarem,ou se explicaram usaram uma falsa explicação que não colou ok?E um obrigada também aos que não tiveram paciência para esperar que eu fosse diferente, ou que não quiseram sequer tentar entender o porquê. Foi pena, eu também não entendo bem o porquê sinceramente,e tento, tento mas nada :p ... E paciência para mim? Uiiii,eu as vezes também não tenho, mas é a vida…Muito importante: não desejo mal de morte a ninguém,nem vingança cruel e dura (assustador isto ein?) Mas acredito apenas que “Amor com Amor se paga” ,por isso, só desejo que "os outros" sintam um dia,seja por que razão for, o mesmo que me fizeram sentir, nem que seja só para entenderem que um dia estiveram errados. É justo.Um conselho? Pensar duas vezes antes de simplesmente não vos apetecer ter o trabalho de entender alguém "difícil".Sinceramente? Pessoas fáceis por aí não faltam...

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